E do alto da sua altura, confesso, que a vejo todos os dias a crescer mais um bocadinho.
E por cada bocadinho que cresce, o meu coração de mãe se aperta, como se ao mesmo tempo que ela crescesse, o meu coração de mãe fosse contraindo, contraindo, contraindo... pobre coração de mãe que não sabe que crescer é sempre um acrescento!
Então, talvez, por cada bocadinho que ela cresce e por cada bocadinho que o meu coração contrai, eu, por inteira, decida ser mais mulher...
E, de coração apertadinho e com o canto do olho no alto da sua altura, vou encontrando espaços para lhe ser a mulher de corpo e alma que lhe desejo!
E ela, sorri cada vez que me levanta o vestido...
E ela, encosta a cabeça no meu ombro cada vez que me afaga o cabelo...
E ela, abraça-me o pescoço por inteiro cada vez que me olha naqueles olhos...
E ela, menina de corpo e alma afasta-se para brincar... e eu, de corpo e alma mulher afasto-me para sentir... E é neste espaço de ausência que sou mais tua mãe!
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