Os fins-de-semana são difíceis... sim vou usar essa palavra! Agarrada às minhas pernas lá anda ela enquanto aspiro, separo roupa, estendo roupa, lavo loiça, arrumo loiça, limpo pó, passo a ferro e tento enviar aqueles e-mails que ficam pendentes! Acho que os fins-de-semana são difíceis... para ela, que me quer a tempo inteiro e não compreende porque me tem de dividir com roupas e com aspiradores (e o ferro de engomar, ainda é mais difícil de entender)!
Então dou por ela a brincar com o aquecedor e a dizer "Aquecedor é amigo" e a dar de comida à flor-balão que o pai lhe fez... para a Alice tudo é passível de ser amado, até aquele elemento mais assustador. Porque o amor, para ela, é qualquer coisa que é "amigo" e que a faz sentir bem.
Dei por mim a admirá-la... gostava de ter amor assim por todas as coisas e seres mas fui perdendo-o à medida que envelheci.
A colega Déborah Moura com quem tive o privilégio de conviver na Universidade de Évora escreveu no seu perfil ontem: "A partir desta noite, o Sol renasce simbolicamente e a escuridão vai desaparecendo. (É desta antiga data pagã que se originou o Natal Cristão - nascimento do deus que trará a luz/sol ao mundo). Tempo de regeneração e mudança, o recolhimento na escuridão da terra - o hibernar para renovar-se. Ideal para despertarmos a criança que há em nós e renascermos com a sua pureza, alegria e confiança na luz interior. Momento propício à meditação, à introspecção, ao desapego."
Depois disto, quero amar os aspiradores e os panos do pó... é um amor diferente mas faz parte de mim, do meu fim-de-semana e quero sentir-me bem e ser amiga.
Obrigada Alice. Os fins-de-semana são a minha escola preferida!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Sobre o massacre...
Hoje abri o facebook e entre as mensagens de Natal, os desejos de bom ano e outros posts interessantes, apercebi-me que no Paquistão morreram centenas de crianças dentro de uma escola... foram assassinadas ontem e eu estou profundamente triste.
Um amigo uma vez perguntou se ele seria um bom pai ou se seria um pai cheio de sorte pelas filhas que tem... eu sinto tantas vezes uma bênção tão grande por estar aqui com a Alice cheia de força, energia e vitalidade e mesmo estando doente continua cheia de vida! Será ela também uma miúda cheia de sorte? Sim porque os pais levaram-na logo à pediatra (e nem teve que esperar horas nas urgências de um hospital), compraram a melhor medicação (nada de genéricos e afins) e inclusive os homeopáticos que são um luxo, faltaram três dias ao trabalho para que recebesse todo o mimo que precisa para se curar (mais até que a medicação!)... O que quero com tudo isto dizer, é que para além da profunda tristeza que sinto pelas crianças paquistanesas que morreram naquela escola, é que esta é a oportunidade minha e da Alice de estarmos conscientes neste mundo e de o transformarmos no nosso mundo-maravilha pois, apesar de existirem seres capazes de tamanha atrocidade, existem outros que, tal como as borboletas, se permitem à metamorfose.
Eu acredito na bondade e na pureza dos nossos actos e acredito que quando o fazemos por mal, qual institnto primitivo, também precisamos de ajuda. E a ajuda deve ser genuína e sobretudo começar dentro de nós próprios... um pássaro da alma que canta e encanta as suas emoções.
E o que é que tudo isto tem a ver com a Alice por detrás do espelho? O mundo é um espelho e nós não podemos escolher as imagens que nele se refletem mas podemos refletir as nossas próprias escolhas... e neste Natal Alice, eu escolho a tua genuína força, energia e vitalidade!
Um amigo uma vez perguntou se ele seria um bom pai ou se seria um pai cheio de sorte pelas filhas que tem... eu sinto tantas vezes uma bênção tão grande por estar aqui com a Alice cheia de força, energia e vitalidade e mesmo estando doente continua cheia de vida! Será ela também uma miúda cheia de sorte? Sim porque os pais levaram-na logo à pediatra (e nem teve que esperar horas nas urgências de um hospital), compraram a melhor medicação (nada de genéricos e afins) e inclusive os homeopáticos que são um luxo, faltaram três dias ao trabalho para que recebesse todo o mimo que precisa para se curar (mais até que a medicação!)... O que quero com tudo isto dizer, é que para além da profunda tristeza que sinto pelas crianças paquistanesas que morreram naquela escola, é que esta é a oportunidade minha e da Alice de estarmos conscientes neste mundo e de o transformarmos no nosso mundo-maravilha pois, apesar de existirem seres capazes de tamanha atrocidade, existem outros que, tal como as borboletas, se permitem à metamorfose.
Eu acredito na bondade e na pureza dos nossos actos e acredito que quando o fazemos por mal, qual institnto primitivo, também precisamos de ajuda. E a ajuda deve ser genuína e sobretudo começar dentro de nós próprios... um pássaro da alma que canta e encanta as suas emoções.
E o que é que tudo isto tem a ver com a Alice por detrás do espelho? O mundo é um espelho e nós não podemos escolher as imagens que nele se refletem mas podemos refletir as nossas próprias escolhas... e neste Natal Alice, eu escolho a tua genuína força, energia e vitalidade!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Ligações e mandalas
Gosto quando as coisas se ligam, as pessoas se ligam, as histórias se ligam... e não falo apenas de comunicação mas daqueles laços invisíveis que vão de uma ponta a outra e nos aproximam. Eu estou ligada por estes laços a tanta coisa, pessoas e histórias que gostaria de ter uma vista panorâmica de todas as minhas ligações! Daria uma mandala ou algo do género... sinto que é importante atender ao quê que nos ligamos e a quem como se todas estas ligações dissessem um pouco mais de nós! Sim, como se comunicassem quem nós somos também!
Enquanto mãe e sobretudo enquanto espelho gostaria que a Alice me conhecesse com ligações positivas e construtivas... daquelas que me fazem bem e me deixam disponível, atenta e feliz! Se a mandala que a Alice vir em mim fôr colorida, forte, consistente e coerente talvez dali surja a sua mandala também... afinal gostaria que as suas ligações se iniciassem a partir dela própria! Para isso... os espelhos!
Ontem ela e o pai brincaram às borboletas... e eu senti-me perdidamente apaixonada pelos dois! Os laços invisíveis que me ligam a ela e a ele são como a intensidade do meu amor que com palavras não consigo espelhar.
Enquanto mãe e sobretudo enquanto espelho gostaria que a Alice me conhecesse com ligações positivas e construtivas... daquelas que me fazem bem e me deixam disponível, atenta e feliz! Se a mandala que a Alice vir em mim fôr colorida, forte, consistente e coerente talvez dali surja a sua mandala também... afinal gostaria que as suas ligações se iniciassem a partir dela própria! Para isso... os espelhos!
Ontem ela e o pai brincaram às borboletas... e eu senti-me perdidamente apaixonada pelos dois! Os laços invisíveis que me ligam a ela e a ele são como a intensidade do meu amor que com palavras não consigo espelhar.
sábado, 22 de novembro de 2014
Comunicações
As pessoas têm formas estranhas de comunicar... sobretudo os seus desejos! Sinto que é tão difícil por vezes decifrar, realmente, o que o Outro me está a transmitir... e sinto que normalmente tem por "detrás do espelho" um desejo profundo contido! Eu não sou pessoa de leitura fácil... talvez por isso seja também para mim difícil ler... os Outros!
Com a Alice é diferente. Parece que comunicamos da mesma forma, com as mesmas perguntas e respostas, o olhar é parecido e os desejos são mútuos. Quando me comunica, entre-linhas, um desejo eu sei que mais coisa menos coisa tem a ver com o "preciso de ti" ou "não preciso de ti". Às vezes há aquele do "podemos ficar juntas para sempre?" e eu assumo que o "para sempre" dela é tão pouco tempo para mim! Tem alturas que o NOSSO único desejo é que o tempo pare...
A Alice mudou a minha vida e a minha forma de ver as coisas... mas continuo com extrema dificuldade em decifrar o Outro... e não é que é esta a minha profissão!?!
Com a Alice é diferente. Parece que comunicamos da mesma forma, com as mesmas perguntas e respostas, o olhar é parecido e os desejos são mútuos. Quando me comunica, entre-linhas, um desejo eu sei que mais coisa menos coisa tem a ver com o "preciso de ti" ou "não preciso de ti". Às vezes há aquele do "podemos ficar juntas para sempre?" e eu assumo que o "para sempre" dela é tão pouco tempo para mim! Tem alturas que o NOSSO único desejo é que o tempo pare...
A Alice mudou a minha vida e a minha forma de ver as coisas... mas continuo com extrema dificuldade em decifrar o Outro... e não é que é esta a minha profissão!?!
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Uma questão de perspectiva... e mais ou menos sono
Estes têm sido dias difíceis... em vários campos de batalha! Cá em casa Alice dorme pouco. Sempre dormiu e acho que este é um dos meus maiores desafios. Passamos em retrospetiva os dias, perguntamos no infantário e no fim de contas é impossível não me sentir culpada. Ou porque cheguei muito tarde, ou porque tinha o jantar para fazer e não lhe dei atenção, ou porque estava tão derrotada dos outros campos que neste me dei logo por vencida!
Gostava de olhar para a Alice e não me sentir culpada e é nisso que ando a trabalhar... Não é que consiga mudar muitas coisas cá fora mas por dentro quero mudar a essência. Ontem, no caminho de regresso, conectei-me com o meu dia, consciencializei-me do mais difícil e do impacto que isso tinha tido em mim e larguei o mais possível no caminho (por momentos o carro andou a 20 por mais vontade de carregar no pedal e chegar...). Claro que no caminho não ficou tudo mas quando cheguei também chegou a melhor parte. Então houve colo, abracinhos, elogios e muito tanto imenso amor! Ontem foi o dia do "tão giro" pela primeira vez mas também foi o dia em que me afoguei com ela na cama e, sem culpa me deixei dormir ao seu lado... não sei se fiz o melhor mas sei que dei o melhor de mim...
A noite não foi fácil mas a Alice dorme pouco... e já aceitei isso.
Agora ainda dorme... e eu estou desejosa que acorde para a encher de colo, abracinhos, elogios e muito imenso tanto amor...
Gostava de olhar para a Alice e não me sentir culpada e é nisso que ando a trabalhar... Não é que consiga mudar muitas coisas cá fora mas por dentro quero mudar a essência. Ontem, no caminho de regresso, conectei-me com o meu dia, consciencializei-me do mais difícil e do impacto que isso tinha tido em mim e larguei o mais possível no caminho (por momentos o carro andou a 20 por mais vontade de carregar no pedal e chegar...). Claro que no caminho não ficou tudo mas quando cheguei também chegou a melhor parte. Então houve colo, abracinhos, elogios e muito tanto imenso amor! Ontem foi o dia do "tão giro" pela primeira vez mas também foi o dia em que me afoguei com ela na cama e, sem culpa me deixei dormir ao seu lado... não sei se fiz o melhor mas sei que dei o melhor de mim...
A noite não foi fácil mas a Alice dorme pouco... e já aceitei isso.
Agora ainda dorme... e eu estou desejosa que acorde para a encher de colo, abracinhos, elogios e muito imenso tanto amor...
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Bella Torino
Uma das experiências mais inquietantes da minha vida foi o Erasmus... se é que lhe posso dar o nome do senhor. Muitas vezes sonho com Itália, as ruas, as casas maiores que a alma, o cheiro, as linhas do eléctrico, as praças, a comida, as esquinas e sobretudo as pessoas.
Enquanto mãe revisito muitas vezes aquela cidade, tida como industrial uma vez que lá nasceu a Fiat, mas para mim tão maternal! Turim cuidou de mim durante um ano, e cuidou daquela forma necessária mas tão bela que nos faz descobrir cada pedacinho de nós, por mais microscópico que seja, nas esquinas que cruzam as arcadas. Turim é a cidade-mãe. Devolveu-me amor e liberdade e permitiu-me SER por inteira tantas vezes.
Costumava dizer que depois do Erasmus percebi que o mundo era redondo, qual alusão ao ventre materno. Costumava também dizer que todas aquelas pessoas que se encontraram em Turim no ano 2003/2004 não eram tidas ao acaso. Tinha por vezes a sensação de que um dedo nos havia selecionado e colocado a todos ao mesmo tempo para sermos cuidados e amados e encontrados ao mesmo tempo.
Provavelmente os meus amigos espanhóis e italianos não conseguem ler a essência deste texto, mas queria dizer a todos e a cada um que foi Torino, a cidade do cinema e da Piazza Castello, do tredici e da sponda que me deu o melhor de mim em todos os encontros, desencontros e pontos de encontro.
E recordo a vista da Gran Madre... o triângulo... a maternidade!
Enquanto mãe revisito muitas vezes aquela cidade, tida como industrial uma vez que lá nasceu a Fiat, mas para mim tão maternal! Turim cuidou de mim durante um ano, e cuidou daquela forma necessária mas tão bela que nos faz descobrir cada pedacinho de nós, por mais microscópico que seja, nas esquinas que cruzam as arcadas. Turim é a cidade-mãe. Devolveu-me amor e liberdade e permitiu-me SER por inteira tantas vezes.
Costumava dizer que depois do Erasmus percebi que o mundo era redondo, qual alusão ao ventre materno. Costumava também dizer que todas aquelas pessoas que se encontraram em Turim no ano 2003/2004 não eram tidas ao acaso. Tinha por vezes a sensação de que um dedo nos havia selecionado e colocado a todos ao mesmo tempo para sermos cuidados e amados e encontrados ao mesmo tempo.
Provavelmente os meus amigos espanhóis e italianos não conseguem ler a essência deste texto, mas queria dizer a todos e a cada um que foi Torino, a cidade do cinema e da Piazza Castello, do tredici e da sponda que me deu o melhor de mim em todos os encontros, desencontros e pontos de encontro.
E recordo a vista da Gran Madre... o triângulo... a maternidade!
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Chegar a horas...
Certos dias chego mais cedo por acaso... e por acaso descubro que chegar mais cedo também é descobrir mais tempo novas coisas da Alice: palavras, expressões, formas de andar (com os braços para trás, muito decidida).
Chegar mais cedo é receber mais abraços, ter mais encontros de olhar mas sobretudo é o meu Eu estar muito mais disponível para o Tu exigente mas sincero da Alice. Ou porque não quer comer, ou porque quer brincar com os livros (da mãe), ou quer sentar-se numa cadeira em cima do sofá, ou quer fazer tudo isto ao mesmo tempo que quer colo e diz "é meu"!
Cá em casa somos seis... tenho dias em que somos mesmo seis mas tem outros em que somos menos... Hoje somos cinco (um de nós trabalha por turnos) mas estamos inteiros.
E depois chega a hora de ir dormir e a Alice atrasa-a o mais possível. Não importa se chegaste mais cedo mãe, o que me importa é que estás mesmo aqui...
Mãe mamã <3
Chegar mais cedo é receber mais abraços, ter mais encontros de olhar mas sobretudo é o meu Eu estar muito mais disponível para o Tu exigente mas sincero da Alice. Ou porque não quer comer, ou porque quer brincar com os livros (da mãe), ou quer sentar-se numa cadeira em cima do sofá, ou quer fazer tudo isto ao mesmo tempo que quer colo e diz "é meu"!
Cá em casa somos seis... tenho dias em que somos mesmo seis mas tem outros em que somos menos... Hoje somos cinco (um de nós trabalha por turnos) mas estamos inteiros.
E depois chega a hora de ir dormir e a Alice atrasa-a o mais possível. Não importa se chegaste mais cedo mãe, o que me importa é que estás mesmo aqui...
Mãe mamã <3
sábado, 1 de novembro de 2014
Sobre bruxas...
Gostava que a Alice gostasse de bruxas... num futuro! As bruxas são personagens cómicas e belas, usam roupas roxas e têm um ar sábio. E usam uma vassoura como meio de transporte o que é bastante ecológico.
No entanto, eu gostava que a Alice gostasse de bruxas porque não queria que ela sentisse medo delas. O medo assusta-me... e assusta-me que a Alice tenha medos.
Claro que há os medos protectores que são aqueles que nos permitem, enfim... (sobre)viver... mas há medos que, de facto nos impedem de viver e o medo das bruxas é um deles...
As bruxas são mulheres mágicas, belas e sensuais capazes de tocar no nosso íntimo e de nos revelar o nosso lado mais sombrio. É quando aceitamos o mesmo que passamos a não ter medo delas...
A Alice tem e terá este lado... o Outro Lado do Espelho do qual eu, muito provavelmente, não vou gostar... mas não quero ter medo dele. Quero aceitá-lo e dar-lhe o amor por inteiro, quero olhá-lo de frente e dizer-lhe o quanto também é importante: porque o todo é sempre maior do que a soma das suas partes.
Gostava que a Alice não tivesse medo das bruxas... porque isso também significa não ter medo do meu lado lunar!
Bem-Vindo Novembro...
No entanto, eu gostava que a Alice gostasse de bruxas porque não queria que ela sentisse medo delas. O medo assusta-me... e assusta-me que a Alice tenha medos.
Claro que há os medos protectores que são aqueles que nos permitem, enfim... (sobre)viver... mas há medos que, de facto nos impedem de viver e o medo das bruxas é um deles...
As bruxas são mulheres mágicas, belas e sensuais capazes de tocar no nosso íntimo e de nos revelar o nosso lado mais sombrio. É quando aceitamos o mesmo que passamos a não ter medo delas...
A Alice tem e terá este lado... o Outro Lado do Espelho do qual eu, muito provavelmente, não vou gostar... mas não quero ter medo dele. Quero aceitá-lo e dar-lhe o amor por inteiro, quero olhá-lo de frente e dizer-lhe o quanto também é importante: porque o todo é sempre maior do que a soma das suas partes.
Gostava que a Alice não tivesse medo das bruxas... porque isso também significa não ter medo do meu lado lunar!
Bem-Vindo Novembro...
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Aos pais-espelhos
Há qualquer coisa na relação da Alice com o pai que me comove... Há qualquer coisa na relação do pai com a Alice que eu admiro... O amor do pai é diferente, mais cómico e mais físico também! Eles brincam imenso e normalmente eu assusto-me com as brincadeiras (ou porque acabou de comer, ou porque vai bater com a cabeça, ou porque está corrente de ar, ou porque eu não sou incluída!). São brincadeiras que fazem a Alice rir e dobrar a risada, são momentos de pura magia onde o amor que eles sentem um pelo outro ultrapassa espelhos e se funde com uma imensidão de possibilidades infinitas. É como se saíssem deles arco-íris e eu sinto-me tão cheia quando os vejo assim.
Eles são muito parecidos... qual espelho um do outro! E há momentos que são só deles e que nós, mães, podemos aceitar porque é este amor-flecha que não pára um segundo de crescer, que transforma as nossas filhas em mulheres que se "amam demais" (em homenagem à minha colega Débora Água-Doce que lança este Sábado um livro que já devoro "De uma Mulher para Mulheres que Amam Demais").
Por isso, hoje eu agradeço ao pai da minha filha por me permitir olhar com tranquilidade para o Vosso Abraço sem qualquer dúvida de que lhe espelhas a pureza de um amor infinitos mais mais mais...
E tudo isto enquanto me derreto com o som da Alice a mastigar maçã... é MARAVILHOSO!
Eles são muito parecidos... qual espelho um do outro! E há momentos que são só deles e que nós, mães, podemos aceitar porque é este amor-flecha que não pára um segundo de crescer, que transforma as nossas filhas em mulheres que se "amam demais" (em homenagem à minha colega Débora Água-Doce que lança este Sábado um livro que já devoro "De uma Mulher para Mulheres que Amam Demais").
Por isso, hoje eu agradeço ao pai da minha filha por me permitir olhar com tranquilidade para o Vosso Abraço sem qualquer dúvida de que lhe espelhas a pureza de um amor infinitos mais mais mais...
E tudo isto enquanto me derreto com o som da Alice a mastigar maçã... é MARAVILHOSO!
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Cantos e espelhos
A Alice gosta dos cantos... esconde-se neles, sorrateira e espera que eu a encontre. Quando isso acontece faz aquele sorriso maroto de quem esteve todo este tempo à espera!
Esconde-se nos cantos mas vê-me, pelo canto do olho. Abraça os bonecos no canto pois não quer esconder-se sozinha. Quando a encontro, abraça-os!
Os cantos também lhe servem para a intimidade. E para quando se zanga connosco. Os cantos são cantos muito pouco espaçosos, uns abraços com arestas. É nos cantos que a Alice gosta que eu a surpreenda e também é nos cantos que me quer surpreender.
Já me aconteceu demorar mais tempo para a encontrar, tal era o canto e os bonecos por cima dela. Aí sinto sempre borboletas na barriga, tal o amor e ansiedade... e depois penso "Ela não pode desaparecer!" e rio-me com a brincadeira. A Alice faz-me rir como ninguém, principalmente quando canta. E ela farta-se de cantar e eu farto-me de rir.
E a Alice quando me vê ao espelho diz-me sempre "Mamã é bonita!".
Bom dia Alice e bom dia aos cantos...
Esconde-se nos cantos mas vê-me, pelo canto do olho. Abraça os bonecos no canto pois não quer esconder-se sozinha. Quando a encontro, abraça-os!
Os cantos também lhe servem para a intimidade. E para quando se zanga connosco. Os cantos são cantos muito pouco espaçosos, uns abraços com arestas. É nos cantos que a Alice gosta que eu a surpreenda e também é nos cantos que me quer surpreender.
Já me aconteceu demorar mais tempo para a encontrar, tal era o canto e os bonecos por cima dela. Aí sinto sempre borboletas na barriga, tal o amor e ansiedade... e depois penso "Ela não pode desaparecer!" e rio-me com a brincadeira. A Alice faz-me rir como ninguém, principalmente quando canta. E ela farta-se de cantar e eu farto-me de rir.
E a Alice quando me vê ao espelho diz-me sempre "Mamã é bonita!".
Bom dia Alice e bom dia aos cantos...
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Por detrás dos espelhos das mães
Creio que por detrás do espelho das mães estão, sem dúvida, as nossas mães. Na sabedoria mas também na inquietude que nos transmitiram, estão aquelas senhoras que nos deram à/a luz e, que por vezes tivemos a sorte de as ter incondicionalmente na nossa vida (outras vezes não!). Entretanto creio que por detrás do meu espelho está tantas vezes a minha avó materna, as minhas verdadeiras amigas, a voz do meu pai, os livros que li (e os que ficaram por ler e deixam dúvidas) mas sobretudo sinto que por vezes por detrás do meu espelho de mãe está o dia que tive ou que irei ter...
Ontem a Alice disse pela primeira vez "Gosto de Ti". Abraçou-me e beijou-me e cantou a canção que lhe canto desde o dia em que nasceu "Gosto tanto de Ti..."
E ontem, por incrível que pareça, não havia nada por detrás do meu espelho a não ser aquele amor imenso e transcendente que desde há dois anos aqui mora...
Ontem a Alice disse pela primeira vez "Gosto de Ti". Abraçou-me e beijou-me e cantou a canção que lhe canto desde o dia em que nasceu "Gosto tanto de Ti..."
E ontem, por incrível que pareça, não havia nada por detrás do meu espelho a não ser aquele amor imenso e transcendente que desde há dois anos aqui mora...
domingo, 26 de outubro de 2014
Alice por detrás do espelho...
Alice por detrás do espelho sou eu... a sua mãe! Um espelho que por vezes reflete o seu melhor e que noutras tantas reflete o seu pior! Porque esta coisa de ser mãe tem uma enciclopédia que se lhe diga.
Surgiu-me uma dúvida entretanto: o que vem primeiro? A Psicóloga ou a Mãe? Tenho receio de que na maior parte das vezes se confundam e isso traga à Alice questões mais existenciais...
Este blogue é isto: responder-lhe às questões existênciais. É como se fizessemos isto as duas, mas só eu é que ainda sei escrever.
Para já ficam as dúvidas: o que está por detrás dos espelhos das mães???
Surgiu-me uma dúvida entretanto: o que vem primeiro? A Psicóloga ou a Mãe? Tenho receio de que na maior parte das vezes se confundam e isso traga à Alice questões mais existenciais...
Este blogue é isto: responder-lhe às questões existênciais. É como se fizessemos isto as duas, mas só eu é que ainda sei escrever.
Para já ficam as dúvidas: o que está por detrás dos espelhos das mães???
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