Os fins-de-semana são difíceis... sim vou usar essa palavra! Agarrada às minhas pernas lá anda ela enquanto aspiro, separo roupa, estendo roupa, lavo loiça, arrumo loiça, limpo pó, passo a ferro e tento enviar aqueles e-mails que ficam pendentes! Acho que os fins-de-semana são difíceis... para ela, que me quer a tempo inteiro e não compreende porque me tem de dividir com roupas e com aspiradores (e o ferro de engomar, ainda é mais difícil de entender)!
Então dou por ela a brincar com o aquecedor e a dizer "Aquecedor é amigo" e a dar de comida à flor-balão que o pai lhe fez... para a Alice tudo é passível de ser amado, até aquele elemento mais assustador. Porque o amor, para ela, é qualquer coisa que é "amigo" e que a faz sentir bem.
Dei por mim a admirá-la... gostava de ter amor assim por todas as coisas e seres mas fui perdendo-o à medida que envelheci.
A colega Déborah Moura com quem tive o privilégio de conviver na Universidade de Évora escreveu no seu perfil ontem: "A partir desta noite, o Sol renasce simbolicamente e a escuridão vai desaparecendo. (É desta antiga data pagã que se originou o Natal Cristão - nascimento do deus que trará a luz/sol ao mundo). Tempo de regeneração e mudança, o recolhimento na escuridão da terra - o hibernar para renovar-se. Ideal para despertarmos a criança que há em nós e renascermos com a sua pureza, alegria e confiança na luz interior. Momento propício à meditação, à introspecção, ao desapego."
Depois disto, quero amar os aspiradores e os panos do pó... é um amor diferente mas faz parte de mim, do meu fim-de-semana e quero sentir-me bem e ser amiga.
Obrigada Alice. Os fins-de-semana são a minha escola preferida!
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