Ontem a Alice trouxe o seu primeiro convite para uma festa de anos. Fiquei triste. Pela primeira vez tive aquela estranha sensação de que ela já não é só minha e que pertence ao mundo. E pela primeira vez (talvez) quis engoli-la!
É bom ela ter amigos e ir a festas de princesas. É muito bom que seja convidada. É imensamente bom que se divirta. E, sobretudo, é dolorosamente bom vê-la crescer a cada segundo que passa.
A Alice tem dois anos e eu sinto que esteve sempre comigo. E está. E estará. Já não seremos, simplesmente, só nós as duas... porque para além de mim, o amor transborda cada vez que ela canta "Gosto tanto de ti" e, com os seus abraços pequeninos me enrola ao pescoço aquelas ternurentas mãos e eu desejo, muito baixinho, para que ninguém agoire: "Pára tempo, por favor!".
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Alice e as minhas intenções para Ti
Intento ser a tua mãe e não mais nem menos que isso... amar-te incondicionalmente por mais vezes que batas com a porta!
Intento ser a tua mãe que te escuta vezes e vezes sem conta e que te aconselha sempre que o sentir.
Intento ser a tua mãe que te sente e, sobretudo, que se sente e que, conscientemente te possa segredar os meus desejos e visões preferidas.
Intento ser a tua mãe que te olha sempre nos olhos e te segure sempre naquele abraço que já é só nosso.
Intento ser a tua mãe e intento respeitar as intenções do teu pai.
Intento ser a tua mãe e apoiar-te nas tuas intenções e quando nenhuma de nós souber o caminho, intento esperar e, com o tempo, deixar a borboleta sair do casulo.
Intento ser a tua "mãe suficientemente boa" e, sobretudo intento aceitar que vamos falhar, muitas vezes e que não tem assim tanta importância pois intento, conscientemente, estar presente porque tu és o meu PRESENTE.
Intento ser a tua mãe que te escuta vezes e vezes sem conta e que te aconselha sempre que o sentir.
Intento ser a tua mãe que te sente e, sobretudo, que se sente e que, conscientemente te possa segredar os meus desejos e visões preferidas.
Intento ser a tua mãe que te olha sempre nos olhos e te segure sempre naquele abraço que já é só nosso.
Intento ser a tua mãe e intento respeitar as intenções do teu pai.
Intento ser a tua mãe e apoiar-te nas tuas intenções e quando nenhuma de nós souber o caminho, intento esperar e, com o tempo, deixar a borboleta sair do casulo.
Intento ser a tua "mãe suficientemente boa" e, sobretudo intento aceitar que vamos falhar, muitas vezes e que não tem assim tanta importância pois intento, conscientemente, estar presente porque tu és o meu PRESENTE.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Cremes e outros cuidados
Ontem fui cuidada pela Alice! Assim que me deitei no sofá, ela cobriu-me com uma mantinha, deu-me beijinhos na testa, disse, diversas vezes "Tas doentinha!" e fazia-me festinhas na cara... Ontem fui tão bem cuidada pela Alice! E entre toda aquela encenação os seus olhos cruzavam os meus e percebi, o quanto genuína ela estava a ser comigo.
Penso ser esta uma das palavras mais importantes na nossa relação: genuinidade. O meu amor por ela, para além de infinito, é tão genuíno! E tem dias que nem a consigo enfrentar... mas sou genuína ao lhe transmitir que a incapacidade é minha.
Na relação Alice-espelho-Mãe, o todo é maior do que a soma das partes, e tantas vezes entram outras fórmulas na equação. Os hífenes que nos separam são a genuinidade que nos liga e que, maior parte das vezes transforma a nossa relação para lá do cuidado uma da outra em qualquer coisa mágica, a existir só nos "países das maravilhas".
A Alice brinca com os cremes dela, e forma famílias consoante os tamanhos "Este é o pai, esta é a mamã e este é o filhinho!". Ela tem este dom: tudo se transforma nas relações poderosas que ela assim deseja... até eu!
Penso ser esta uma das palavras mais importantes na nossa relação: genuinidade. O meu amor por ela, para além de infinito, é tão genuíno! E tem dias que nem a consigo enfrentar... mas sou genuína ao lhe transmitir que a incapacidade é minha.
Na relação Alice-espelho-Mãe, o todo é maior do que a soma das partes, e tantas vezes entram outras fórmulas na equação. Os hífenes que nos separam são a genuinidade que nos liga e que, maior parte das vezes transforma a nossa relação para lá do cuidado uma da outra em qualquer coisa mágica, a existir só nos "países das maravilhas".
A Alice brinca com os cremes dela, e forma famílias consoante os tamanhos "Este é o pai, esta é a mamã e este é o filhinho!". Ela tem este dom: tudo se transforma nas relações poderosas que ela assim deseja... até eu!
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