domingo, 5 de abril de 2015

Feliz Páscoa... seja lá o que isso significar para cada um!

É Páscoa... toda a minha infância e adolescência este era "o" acontecimento. Rivalizava bastante com o Natal porque tínhamos roupa nova, primos e tios, casa dos avós e comida, muita comida! Lembro-me do cheiro a funcho e da eterna campainha que avisava quando chegava a "cruz". Adorava a Páscoa por isto...

Alice não tem Páscoa, não tem primos nem tios por perto, e este ano todos os avós estão "longe" (como ela disse ontem!). Alice não tem o cheiro do funcho nem o som da campainha, não tem a tradição. Sinto, diversas vezes, que a minha filha não tem tradições ou rituais como aqueles que eu tive quando era criança. Alguns extremamente rígidos mas que me ajudaram na definição do que não sou e do que não quero.

Por isso, estamos a inventar rituais e tradições cá por casa e nos espelhos. Este fim-de-semana é um daqueles igual aos outros (sem piscina que estamos as duas doentes!) mas com uma ligeira e importante diferença: Alice teve muita mãe, tanta mãe, sobras de mãe. É isto que quero que seja a sua Páscoa: uma mãe que escolhe estar consigo, em frente aos espelhos a brincar às cabeleireiras, por trás das mesas a brincar às escondidas, em cima da cama a pular como os coelhinhos, deitadas no sofá a brincar aos "doutores médicos", dançar músicas e fazer músicas, pintar e fazer de conta que somos mães dos bebés...

Resultado: Alice aprendeu a usar a palavra "sozinha": "Eu subo sozinha"; "Eu faço sozinha"; "Eu visto sozinha..."

E eu ganhei uns belos sustos no coração <3


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